Mas afinal, quando um mês se tornou uma campanha global pelo combate a uma doença?
A campanha teve início no começo da década de 1990, nos Estados Unidos, quando a
preocupação com a prevenção do câncer de mama ganhou maior destaque. A Fundação
Susan G. Komen for the Cure ajudou a transformar o laço rosa em um símbolo da luta
contra a doença, tendo como principal objetivo contribuir para a redução da mortalidade
causada pelo câncer de mama.
No Brasil, o movimento se estabeleceu no início do século XXI, por meio de ações de
conscientização. Entretanto, uma das primeiras manifestações de grande visibilidade
ocorreu em 2 de outubro de 2002, quando o Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo, foi
iluminado na cor rosa por um grupo de mulheres apoiadoras da causa.
Posteriormente, o movimento passou a ganhar maior regularidade a partir de outubro de
2008, quando ações e debates relacionados à prevenção do câncer de mama se tornaram
mais presentes em diferentes estados. Em 2018, o Outubro Rosa foi oficializado por meio
de uma lei federal, fortalecendo a realização de ações de conscientização em todo o país,
como programas educacionais, iluminação de prédios, palestras e divulgação de
informações sobre exames e identificação do tumor.
Diante disso, é importante compreender também o que caracteriza a doença. O câncer de
mama é uma doença que se desenvolve nas células da mama, células essas que podem se
multiplicar de forma descontrolada, formando um tumor. Em alguns casos, o câncer pode se
espalhar para outras partes do corpo, como os ossos, o fígado e os pulmões.
Além do mais, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece serviços relacionados à prevenção,
ao diagnóstico e ao tratamento do câncer de mama, incluindo exames, acompanhamento
médico e procedimentos cirúrgicos, quando necessários.
Nesse sentido, é fundamental conhecer os sinais e sintomas que podem ser observados.
Entre eles, estão: caroço ou nódulo na mama, geralmente endurecido, fixo e indolor, pele da
mama avermelhada ou com aspecto semelhante à casca de laranja, alterações no bico do
peito (mamilo), saída espontânea de líquido de um dos mamilos, e pequenos nódulos no
pescoço ou na região abaixo dos braços (axilas).
No entanto, a observação desses sinais não substitui uma consulta médica, mas pode servir
como um alerta para a necessidade de buscar avaliação profissional. Ao perceber qualquer
alteração, é importante procurar um serviço de saúde para realizar uma avaliação
adequada. O diagnóstico precoce pode contribuir para melhores possibilidades de
tratamento e resultados.
Atualmente, o Brasil realiza ações de enfrentamento ao câncer de mama de forma ampla,
buscando alcançar o maior número possível de pessoas e ampliar o acesso à informação,
ao diagnóstico e ao tratamento oferecidos pelo sistema público de saúde.
Por fim, é importante destacar que a conscientização também é uma forma de autocuidado,
busca por conhecimento e cuidado com o próximo. Portanto, não deixe de se informar, de
realizar os cuidados recomendados pelos profissionais de saúde e de compartilhar
informações confiáveis com pessoas próximas e em sua comunidade, essa informação
pode salvar vidas.
Comentários
0 comentário(s) nesta notícia